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Ação inédita: MPF acusa Globo de erro linguístico e exige R$ 10 mi em indenização

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

O Ministério Público Federal em Minas Gerais ajuizou uma ação civil pública contra a TV Globo pela forma como a emissora vem pronunciando a palavra “recorde” em seus telejornais e programas esportivos, e pede que a empresa pague pelo menos R$ 10 milhões por danos ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa.


César Tralli (Foto: Reprodução/TV Globo)
César Tralli (Foto: Reprodução/TV Globo)

Na petição, o procurador da República Cléber Eustáquio Neves afirma que apresentadores e repórteres da Globo têm pronunciado o termo como proparoxítono (“RÉ-corde”), quando a norma culta da língua portuguesa registra a palavra como paroxítona (“reCORde”) e sem acento gráfico. O pedido inclui também uma retratação pública em rede nacional para corrigir a pronúncia em programas jornalísticos e esportivos.


O MPF sustenta que, por ser concessionária de serviço público com alcance nacional, a Globo tem o dever de observar rigorosamente a norma culta da língua portuguesa em sua programação e que a repetição da pronúncia considerada incorreta pode induzir milhões de telespectadores ao erro, prejudicando o aprendizado e o uso correto da língua.


Para embasar o processo, que tramita na Justiça Federal, o procurador anexou exemplos de trechos de programas como o Jornal Nacional, Globo Esporte e Globo Rural, nos quais a pronúncia questionada teria sido usada de forma sistemática. Entre os registros, ele destaca uma gravação em que questiona a forma como o jornalista César Tralli, um dos principais apresentadores do canal, pronuncia a palavra durante o telejornal.


A ação civil pública pede uma liminar para que a correção da pronúncia seja implementada imediatamente, sob pena de multa, além da indenização por dano moral coletivo no valor mínimo de R$ 10 milhões. A Globo foi notificada antes do Carnaval e informou que não comenta processos em andamento.


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