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Custo de vida sobe em Uberlândia e alimentação pesa no bolso

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    Redação
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

O custo de vida ficou mais alto para os moradores de Uberlândia no início de 2026. Dados do Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia apontam que a inflação oficial do município foi de 0,24% em janeiro, acima dos 0,09% registrados em dezembro, enquanto o preço médio da cesta básica chegou a R$ 709,16, alta de 2,92% no período.


Crédito imagem: meramente ilustrativa (gerada por ferramenta de I.A)
Crédito imagem: meramente ilustrativa (gerada por ferramenta de I.A)

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação na cidade soma 3,07%. O principal impacto veio do grupo Transportes, que avançou 1,20%. Os combustíveis puxaram o resultado, com aumento de 5,24%. O etanol subiu 8,86% e a gasolina, 4,82%.


Parte da pressão sobre o índice só não foi maior por causa da queda no grupo Habitação, que recuou 0,78%, influenciado pela redução de 2,32% na tarifa de energia elétrica residencial. O grupo Educação também apresentou retração de 1,22%, com redução nos preços de cursos diversos.


Alimentação mais cara

Mesmo com a inflação geral moderada, o impacto foi mais forte na mesa do trabalhador. O tomate liderou as altas e ficou 31,45% mais caro em janeiro. Outros itens também subiram, como banana, com aumento de 2,22%, e pão, que avançou 0,95%. A carne bovina, produto de maior peso na cesta, teve leve alta de 0,57% e respondeu por R$ 268,72 do total gasto.


Na direção oposta, alguns alimentos ajudaram a amenizar o avanço dos preços. O óleo de soja caiu 4,03%, o açúcar recuou 2,73% e o arroz ficou 2,04% mais barato.


Impacto direto na renda

O levantamento mostra que um trabalhador que recebe salário mínimo precisou dedicar 96 horas e 15 minutos de trabalho para comprar os produtos da cesta básica em janeiro. Atualmente, o gasto com alimentação compromete cerca de 46% do salário mínimo líquido.


O estudo também estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas em Uberlândia deveria ser de R$ 5.957,66, valor 3,6 vezes superior ao mínimo oficial vigente, de R$ 1.621,00.


Fonte: Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da UFU

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