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Diesel supera R$ 7,79 em Uberlândia e Cade abre investigação

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

O preço do diesel ultrapassou R$ 7,79 em postos de combustíveis de Uberlândia nos últimos dias. O aumento ocorre em meio a relatos de restrições no abastecimento e elevação no custo de compra para os revendedores. Diante das denúncias, o governo federal acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar possíveis práticas comerciais de distribuidoras.


Crédito da imagem: Meramente ilustrativa, gerada por Inteligência Artificial
Crédito da imagem: Meramente ilustrativa, gerada por Inteligência Artificial

A apuração foi solicitada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) após alerta do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Minaspetro), que representa os postos de combustíveis no estado. Segundo a entidade, distribuidoras estariam limitando vendas ou oferecendo combustível com preços mais elevados, principalmente para postos chamados de bandeira branca, que não possuem contrato com grandes redes.


Em Uberlândia, revendedores relatam dificuldades para repor estoques. Alguns estabelecimentos chegaram a enfrentar falta de diesel, situação que levou postos a adotarem controle mais rígido na gestão do combustível disponível.


De acordo com representantes do setor, além da alta no preço, existem restrições operacionais impostas pelas distribuidoras, como limitação de pedidos e horários específicos para a compra do produto. Esse cenário tem gerado incerteza sobre a reposição de combustível.


Outro fator apontado pelos revendedores é a mudança no perfil da demanda. Consumidores que costumavam comprar diesel diretamente de transportadores passaram a procurar o produto nos postos, o que aumenta a procura em um momento de oferta mais restrita.


Entre os combustíveis, o diesel é o que mais tem sentido os efeitos recentes no mercado. Conflitos em regiões estratégicas do petróleo e das rotas marítimas internacionais podem reduzir a oferta ou dificultar o transporte do combustível, elevando os custos de importação e pressionando os preços.


O produto é considerado essencial para o transporte rodoviário e para a logística de distribuição de mercadorias. Segundo representantes do setor, a falta de diesel pode afetar toda a cadeia de abastecimento, já que caminhões responsáveis pelo transporte de combustíveis também dependem do próprio diesel para operar.


Outro ponto destacado é a dependência do Brasil em relação à importação do combustível. Embora o país produza petróleo, parte do diesel consumido no mercado interno ainda precisa ser importada porque a capacidade de refino nacional não atende toda a demanda.


A investigação conduzida pelo Cade deve analisar se houve práticas que possam ter afetado a concorrência ou o fornecimento de combustíveis no mercado.


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